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10 erros de linguagem corporal que queimam seu filme

Nosso corpo fala um idioma próprio e nem sempre usa as palavras mais gentis… Mas, você pode reeducá-lo. E se nós fôssemos você, começaríamos o quanto antes. Para você ter ideia da importância que a linguagem corporal desempenha na comunicação, a empresa de recrutamento TalentSmart testou mais de 1 milhão de profissionais e descobriu que 90% do alto escalão de grandes empresas são ocupados por pessoas que sabem o poder que os sinais do corpo têm na hora de se expressar e, por isso, tomam cuidado para não causar má impressão. Pensando nisso, elencamos os 10 principais erros que você pode estar cometendo, muitos deles sem perceber, mas que você pode desaprender.

1. Cumprimentar sem firmeza

É sinal de que falta autoridade e confiança. Por outro lado, um aperto de mãos forte demais pode ser visto como uma tentativa agressiva de dominação. Por isso, o melhor a se fazer é sentir a força que a outra pessoa imprime no aperto e adaptar a força do seu cumprimento. Sem jamais perder a firmeza. “Hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás”.

2. Tocar a boca e coçar o nariz enquanto fala

Isso revela insegurança sobre o que você está dizendo. É como se seu cérebro enviasse suas mãos para impedir que você falasse sobre algo que não sabe ou contasse uma mentira. Se seus interlocutores conhecerem um pouco sobre essa “armadilha” da linguagem corporal, poderão suspeitar de que você está mentindo ou escondendo o jogo.

Às vezes, confessar que não sabe, que não é capaz de opinar por insuficiência de informações, pode ser um gesto definidor da sua credibilidade.

3. Gesticular acima da linha do queixo

Observe grandes oradores (neste post mostramos os discursos de Steve Jobs e Luther King Jr.). Por mais enfáticos que sejam, eles não costumam ultrapassar a linha do queixo com as mãos, simplesmente, porque assim estão tapando suas expressões faciais, como se tapassem a verdade. Faz sentido, não?

Gestos mais sutis e controlados, na altura do peito, transmitem mais elegância e te ajudam a manter a tranquilidade e ser mais compreendido(a). Gestos largos – como abrir os braços e mostrar a palma das mãos – dizem que você não tem nada a esconder. E se não sabe onde colocar as mãos em descanso, repouse-as de forma que as palmas ou as pontas dos dedos se toquem. Enterrá-las no bolso evidencia desconforto e nervosismo.

4. Checar as horas sem pedir licença

Este é um claro sinal de impaciência (para não dizer deselegância), e transmite a sensação de que você tem coisa melhor para fazer, em vez de manter a conversa. Se é isso o que você sente, se tudo que você mais quer é sair dali, diga, dessa vez com a boca, que precisará se ausentar para ir a outro compromisso. Não tire o celular do bolso para ver as horas, nem cheque o relógio. E se desejar manter contato, sugira prosseguir a conversa noutro dia e horário.

5. Chegar perto demais

A menos de meio metro da outra pessoa, você começa a ficar um pouquinho, digamos, assustador(a). Claro que tudo depende da intimidade que vocês têm, mas, por via das dúvidas, melhor não invadir o território de quem não é seu par romântico, grande amigo(a) ou sua família.

6. Fechar-se em si por completo

Você está literalmente criando barreiras e sugerindo que não está aberto(a) ao que a outra pessoa está dizendo, ou ainda, que não está a fim de conversar.  Por isso, quando se pegar com o corpo todo fechado, recomponha-se e deixe que te vejam como alguém disponível a ouvir o que os outros têm a dizer.

Em contrapartida, cruzar os braços enquanto você está de pé, conversando, com a barriga para a frente é uma forma de ocupar mais espaço e, por isso, aumenta sua sensação de poder. Você se sente no comando. E funciona assim mesmo. Sua postura também educa seu cérebro, não só o contrário.

7. Acenar com a cabeça para tudo que dizem

Quem é que gosta daquela pessoa que concorda com tudo? Não tem senso crítico? Nada a acrescentar? A comentar? Pois bem, acenar com a cabeça sem critério revela sua ansiedade por aprovação e pode fazer parecer que você nem sequer está ouvindo o que a outra pessoa diz. Concorde com o que você concorda.

E questione, pergunte, se não entendeu. Que vergonha há nisso? Você está mostrando que valoriza o que ouve do outro. Evite o constrangimento de ser questionado sobre algo que acabou de ser dito e que você simplesmente ignorou.

8. Evitar contato visual ou olhar demais nos olhos

Olhar para qualquer outro lugar que não seja os olhos do seu interlocutor dá a sensação de que você tem algo a esconder, não acredita no que está dizendo, ou não está interessado(a) no assunto. Por outro lado, olhar diretamente nos olhos por muito tempo costuma ser visto como uma tentativa de dominar (ou de assustar).

No impasse? É simples: o natural é olhar nos olhos por mais tempo quando você está ouvindo, para dar atenção, e tudo bem desviar o olhar por um ou dois segundos quando estiver falando. Só tenha em mente que baixar os olhos comunica submissão, enquanto olhar para os lados projeta confiança.

9. Manter o semblante carrancudo

Vulgo ficar de cara amarrada. Ainda que ninguém tenha nada a ver com o seu mau humor, é isso que parece se você continua franzindo as sobrancelhas. Além do mais, ninguém se arriscará a chegar perto, com medo de ouvir grosserias. Como era de se esperar, e como apontamos exames de ressonância magnética, o cérebro humano responde a favor de quem sorri e guarda uma impressão positiva duradoura daquela pessoa.

10. Sentar-se com desleixo

Durante uma reunião é como se você falasse que está sem um pingo de vontade de estar ali e que só quer sumir. Melhor não, né? Em vez disso, a linguagem corporal que você pode adotar é encostar as costas na cadeira e se inclinar em direção à pessoa com quem você fala. Sempre respeitando sua zona de privacidade.

Como você se comunica com sua equipe?

Ao longo dos próximos dias, o esperado é que você desaprenda essas más posturas e passe por uma reeducação da linguagem corporal. Ótimo! Mas ainda fica uma questão. Como você se comunic com sua equipe, no sentido de compartilhar informações e demandas? E-mail? Reuniões? E a desordem e o retrabalho que isso desencadeia? Se você sabe do que estamos falando e se incomoda com a falta de agilidade e organização no fluxo de trabalho, conheça o Runrun.it – o software de gestão de projetos e tarefas adotado por milhares de líderes de todo o mundo.